Quais requisitos permitem fazer o inventário em cartório?

Para fazer inventário em cartório, não basta a família preferir um caminho mais rápido. A lei exige requisitos. O principal é que os herdeiros estejam de acordo, mas também é preciso observar capacidade civil, documentos, impostos e acompanhamento jurídico.

Profissionais analisando documentos em uma mesa de reunião
Consenso

Todos os herdeiros precisam concordar com a forma de divisão.

Capacidade

Em regra, os herdeiros devem ser maiores e capazes, mas hoje já existem exceções importantes para menores de idade.

Advogado

A escritura de inventário precisa de acompanhamento jurídico.

Herdeiros menores de idade e o inventário em cartório

Por muito tempo, a presença de um herdeiro menor de idade ou incapaz tornava o processo judicial obrigatório. No entanto, a legislação evoluiu com a Resolução 571/2024 do CNJ e trouxe uma flexibilização muito positiva para as famílias.

Hoje, é possível realizar o inventário em cartório mesmo com herdeiros menores, desde que seja garantida a partilha ideal do seu quinhão e o Ministério Público dê parecer favorável diretamente ao cartório.

Se a divisão for equitativa e o Ministério Público concordar, o inventário é finalizado no cartório com a mesma rapidez e segurança, poupando a família de um processo judicial longo.

O que significa consenso?

Consenso não é apenas dizer que todos aceitam fazer o inventário. É concordar com a divisão dos bens, com os valores considerados, com o pagamento de despesas e com a forma de conduzir a escritura.

Se um herdeiro discorda da partilha, questiona valores ou não quer assinar, o cartório normalmente não é o caminho adequado naquele momento. Antes, pode ser necessário construir um acordo ou seguir pela via judicial.

O papel do advogado

O advogado não está ali apenas para cumprir uma formalidade. Ele confere direitos, identifica riscos, orienta sobre impostos, verifica documentos e transforma o acordo da família em uma escritura que possa produzir efeitos.

Quando a família tenta resolver tudo sozinha, é comum descobrir pendências tarde demais: documento errado, imposto calculado de forma incorreta, dúvida sobre meação ou partilha que não permite registrar um imóvel depois.

Requisitos que merecem atenção

Como organizar os próximos passos

A família não precisa resolver tudo de uma vez. O mais seguro é seguir uma ordem simples: entender o caso, reunir documentos, confirmar direitos e só então preparar a partilha. Isso evita decisões no escuro.

  1. 01

    Confirmar herdeiros: Verificar quem tem direito e se há cônjuge ou companheiro.

  2. 02

    Checar acordo: Entender se todos aceitam a partilha proposta.

  3. 03

    Validar documentos: Conferir se o cartório terá base segura para lavrar a escritura.